Justiça Restaurativa no resgate de valores e relacionamentos

Postagem:13/11/2017
 
 

A Justiça Restaurativa aplicada na escola tem como proposta possibilitar aos alunos um conhecimento melhor e a compreensão da existência das regras ou normas disciplinares, criadas para garantir um ambiente de aprendizagem adequado. Normas como respeito mútuo, pontualidade, cuidado com o ambiente, por exemplo, valem para todos: diretores, professores, funcionários e alunos.

O método de resolução de conflitos no Colégio Dom Amando obtido com a prática restaurativa pode ser entendida como a aplicação de uma medida disciplinar em acordo com o Regimento Interno. Esta medida não propõe uma verificação de danos, conforme propõe a Justiça Restaurativa;  é imputada a medida e aí o processo é encerrado, vista somente como ato punitivo. A punição não provoca necessariamente a reflexão sobre as causas que estão na raiz do conflito. O importante é comprometer a todos os envolvidos, e que se chegue a um resultado de fato, que respeite os indivíduos e suas necessidades. O diálogo que deveria estar presente na ação educativa e que raramente ocorre em sala de aula, ocorre nos procedimentos estabelecidos nos Encontros Restaurativos. Tais procedimentos garantem que todos possam ser ouvidos igualmente, sem julgamentos prévios e definições de quem está certo ou errado. Na ótica da Justiça restaurativa, a punição passa a ter olhares com outras lentes, que conduz à responsabilização. Quando se possibilita a responsabilização a quem praticou o ato ofensivo deve assumir o compromisso pelo que praticou, compreendendo as consequências para o outro e para si mesmo, das escolhas que fez. A responsabilidade pelas implicações do ato ofensivo não é apenas de quem praticou o ato, mas de um conjunto de atores sociais, inclusive da instituição/comunidade. Portanto, o diferencial para o Colégio Dom Amando sobre a JR, é que a educação para ser por completa. Todos são implicados e se responsabilizam por ser parte da solução.

Muitas famílias buscam o Colégio Dom Amando pela certeza do sistema disciplinar que contribui para a formação dos seus filhos e, para o Prof. André de Sousa, responsável pela conduta disciplinar dos educandos do CDA, ele justifica a iniciativa do colégio (o único na região), em inserir a Justiça Restaurativa como modelo de negociação pacífica e eficiente de conflitos."Como Coordenador de Disciplina, sinto-me na obrigação em corresponder com essas expectativas. Por isso, inserir as Práticas dos Círculos Restaurativos da Justiça Restaurativa no Dom Amando, é garantir que o sistema disciplinar tenha mais qualidade e deixe de ser visto como um setor de punição, mas setor de educação. A Justiça restaurativa na escola é uma aliada que traz ressonâncias positivas às minhas práticas como coordenador e como ser humano.